As duas Assembleias desta quinta-feira (12), na sede do Sindicato
dos Rodoviários do Maranhão, foram marcadas por ânimos exaltados,
discussões calorosas e muitas reivindicações por parte da categoria. As
Assembleias foram conduzidas pelo Presidente, Isaias Castelo Branco e
demais diretores da entidade.
Durante as Assembleias foi aprovado, por unanimidade, o estado de
greve. É importante ressaltar, que isso significa dizer, que os
trabalhadores ainda não vão parar. Por enquanto, não haverá paralisação
do sistema em São Luís. Com o estado de greve, o Sindicato dos
Rodoviários está concedendo um prazo aos empresários, até a metade da
próxima semana, para que as negociações entre as partes, possam
acontecer. Se nenhum acordo for firmado durante esse período, aí sim,
será deflagrado o movimento na capital.
as duas ocasiões os Rodoviários, entre eles, motoristas, cobradores e
fiscais, demonstraram indignação, diante dos vários direitos, até hoje
desrespeitados pelos empresários. Quanto às questões salariais, existem
empresas ou consórcios, que atuam no transporte público de São Luís, que
até não efetuou o pagamento do 13º salário dos funcionários. Em relação
às condições de trabalho, os pontos finais também entraram nas
discussões. Quase todos na capital, estão em situação precária, sem o
mínimo de infra-estrutura, como por exemplo, a ausência de banheiros
para atender as necessidades de trabalhadores e usuários do sistema.
Outros pontos, também foram incluídos na pauta: Com a licitação,
muitas empresas, que antes prestavam serviço, deixaram de atuar no
transporte público, com isso, muitos trabalhadores foram dispensados,
mas alguns empresários não cumpriram com a obrigação de pagar as verbas
rescisórias. A demissão dos Rodoviários foi outra questão discutida.
Pelo acordo feito entre Ministério Público, Prefeitura de São Luís,
Sindicato dos Rodoviários e Sindicato Patronal – SET, os funcionários
deveriam ser remanejados para outras empresas ou consórcios, medida que
não está sendo tomada pelos empresários.
Itens que integram a Convenção Coletiva de Trabalho e que ainda não
foram implementados, foram questionados nos encontros, como atraso de
salário e o não repasse do tiquet alimentação, pagamento dos
trabalhadores por meio de contas em bancos, além do descanso
estabelecido nesta Convenção, que o Rodoviário tem direito entre uma
viagem e outra.
“Há algum tempo, estamos discutindo todos esses itens de maneira
pacifica com a classe patronal, mas nenhum avanço ocorreu. Cansamos de
esperar por uma definição. A paciência da diretoria desta entidade,
assim como a dos trabalhadores, se esgotou. Se é preciso tomar medidas
extremas, para ver nossos direitos serem respeitados, então é por esse
caminho que seguiremos. Entramos agora em estado de greve. Nesse período
aguardaremos o chamamento dos empresários, visando um acordo. Caso isso
não aconteça, não vemos outra saída, iremos deflagrar o movimento,
reter os ônibus nas garagens e paralisar o transporte público de São
Luís”, avalia Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos
Rodoviários do Maranhão.











