São Luís – MA – Em encontro que reuniu mais de 60 grupos culturais, lideranças e representantes de movimentos populares, foi dada a largada para as comemorações dos 25 anos da União dos Grupos Folclóricos e Culturais do Distrito Itaqui-Bacanga. A reunião, marcada pela força da tradição e pela vontade de fortalecer a identidade local, contou com a presença de Arerê Lambertime, presidente da União Maranhense de Quadrilhas Juninas e Danças Populares, e Jonathan de Iansã, sacerdote de culto de matriz africana e presidente da entidade aniversariante.
“Estou aqui ao lado de Jonathan de Iansã, para afirmar: a cultura popular está viva e forte aqui no Itaqui-Bacanga. Este ano completamos 25 anos de trajetória, e vamos celebrar nosso jubileu de prata com toda a força que nossa tradição merece”, destacou Arerê Lambertime logo no início do encontro. O tema central do trabalho conjunto é claro: manter viva, difundir e fortalecer as manifestações que fazem da região um dos maiores centros de cultura popular do Maranhão.

O principal objetivo da reunião, conforme explicaram os líderes, é aglutinar cada vez mais os grupos, artistas e fazedores de cultura. “Nossa força está na união. Reunimos hoje mais de 60 grupos, e esse é o nosso caminho: continuar somando, integrando e mostrando o que temos de melhor”, ressaltou Jonathan de Iansã. Ele lembrou que, ao longo de 25 anos, o movimento cultural do Itaqui-Bacanga se consolidou como referência, e o desejo de todos é garantir a continuidade desse legado.
“Nós, que somos fazedores de cultura, conhecemos a nossa marca: cultura no momento certo. E temos um compromisso: vamos realizar o maior e o melhor São João do Itaqui-Bacanga. Quem faz a cultura somos nós, os atores e atrizes dessa história, e por isso unimos forças: a União dos Grupos Folclóricos e Culturais do Itaqui-Bacanga e a União Maranhense de Quadrilhas Juninas, trabalhando juntas”, completou Arerê.
A diversidade foi um dos pontos altos do encontro. Estiveram representadas manifestações que vão do Carnaval ao São João, totalizando 68 grupos cadastrados, além de cinco entidades de matriz africana. Esses grupos mantêm vivas tradições seculares, como as festas do Divino Espírito Santo e os bois de encantado, expressões que, segundo os organizadores, demonstram coerência e respeito à história e à identidade do povo maranhense. “Isso é ser coerente: fazer cultura no momento certo, valorizando cada raiz da nossa terra”, enfatizaram.
Também marcaram presença Luziano Campos, representante da Federação dos Blocos Alternativos e Organizados, e o cantor e compositor André Basílio, reforçando a importância do apoio coletivo para o desenvolvimento das atividades culturais.
Com o olhar voltado para o futuro e a celebração de um quarto de século de existência, a mensagem deixada por todos é de trabalho, união e orgulho: no Itaqui-Bacanga, a cultura popular é o coração da comunidade.











