Da Redação de Belém / Especial para o (PRIMEIRA HORA ONLINE)
Mais de 31 brasileiros foram atacados por surinameses na
cidade de Albina, durante a noite de natal, em dezembro de 2015, a maioria
desembarcou na cidade de Belém-PA. Segundo tripulantes do avião da FAB, foram
transferidos muitos feridos e outros mortos levados de ambulâncias para hospitais
particulares. Alguns deles foram submetidos a cirurgias. Sobreviventes confirmaram
que ainda há muitos brasileiros desaparecidos e possivelmente mortos, porque os
ataques são feitos por um grupo de negros denominados ‘Marrons’, como são chamados os negros descendentes
de quilombolas naquele país. Um sobrevivente da chacina contou como foi os dias terror na cidade de Albina . ‘Eles
foram cruéis, usaram facão, machado,
martelo e pedaços de madeira para bater sem dó nem piedade, iam cortando,
batendo e jogando na água’, contou o macapaense Waldecir Santos de Souza.
Já o maranhense, Antônio Lira dos Santos, que acabou ferido
por golpes de facão nas costas e nos braços, a noite do massacre foi um horror.
‘Foi muito triste, aterrorizante, conheci o inferno’, declarou. Ele disse que
pulou no rio para escapar do massacre. Com a mão esquerda quebrada pelos golpes
que recebeu. Outro que também escapou do massacre foi catraieiro, Ivaldo Nazário Oliveira, disse
ele, que estava e foi acordado pelos agressores para ser espancado, disse ainda que só escapou de morrer porque caiu na água e
se escondeu debaixo do trapiche das 22h até às 4h do dia 25, e conseguiu nadar
até um barranco ás margens do rio, onde se escondeu no mato. Assim como ele, metade
dos brasileiros conseguiram escapar da ira dos surinameses.
Além dos 31 vieram no voo da Força Aérea Brasileira (FAB)
outros quatro brasileiros que estavam em outros garimpos do Suriname. Dos 31
que foram resgatados de Albina, vieram 9 mulheres e 10 deles são do Pará. Mas
apenas três têm família em Belém e os outros 28 foram levados para hotéis com
apoio do governo do Estado.
Mortes – Paraenses que
estão no garimpo de Alipossan, no Suriname, disseram que o massacre de
brasileiros naquele país continua, dentro das matas onde os fugitivos se
refugiaram. Há corpos de pessoas mortas que ainda não foram encontrados, entre
eles, o de uma garota de 16 anos que foi estuprada, morta e teve as mãos
decepadas e o corpo queimado, conforme o testemunho de brasileiros que viram
este e outros corpos dentro das matas que cercam a cidade de Albina, local onde
os brasileiros foram massacrados pelos surinameses descendentes de quilombolas,
chamados de ‘marrons’, no dia 24 passado.
De acordo com os
brasileiros, o massacre contra os imigrantes continua, em uma verdadeira
‘guerra’ nas matas de Albina e de outros garimpos, onde brasileiros são caçados
por surinameses armados.
‘Nos garimpos, os brasileiros estão se refugiando nas matas e
na cidade, os ‘marrons’ continuam armados, ameaçando e procurando um brasileiro
para matar’, denunciou, em Belém, uma vendedora de confecções de nome, Raquel
Gonçalves, que tem quatro irmãos no garimpo de Alipossan, no Suriname.
A vendedora confirmou que os brasileiros ligaram para ela e
contaram que uma adolescente de 16 anos teve as mãos decepadas durante um conflito,e foi abusada sexualmente pelos surinameses ,
provavelmente teve o corpo queimado, juntamente com outros três brasileiros que
foram mortos junto com ela. Raquel também disse que a polícia
não entra nas matas de Albina,
onde estariam cinco corpos já em adiantado estado de decomposição dentro da
floresta.
O pai da adolescente é um dos brasileiros que está refugiado
nas matas de Albina e foi quem contou a história para uma irmã, que também estava
em Albina, mas conseguiu fugir para Paramaribo.
A policia do Suriname continua apurando os casos de homicídios
no pais, e já prendeu mais de seis pessoas acusadas de participação na
chacina de brasileiros na região de
Albina, a 150 quilômetros de Paramaribo, aumentando para 41 o número de
detidos, disse o embaixador do Brasil naquele país, José Luiz Machado e Costa.
De acordo com o embaixador, entre os detidos de ontem está o
principal assessor do prefeito de Albina. ‘Tivemos notícias de que foi detido o
assessor principal do prefeito de Albina, o que indica o comprometimento das
autoridades em apurar a situação’, disse.
José Luiz Machado e Costa
afirmou ainda que a Embaixada do Brasil tem trabalhado em coordenação com o
governo do Suriname para dar total assistência aos brasileiros e no
acompanhamento das investigações que estão sendo realizadas para apurar o
ocorrido. ‘Temos total confiança que as investigações estão sendo feitas com
total afinco e todo empenho do governo do Suriname.’
O ataque aos brasileiros ocorreu na madrugada do dia 24. Na
ocasião, segundo relatos, um grupo de 300 marrons (como são chamados os quilombolas
no Suriname) agrediu os brasileiros, chineses e javaneses. Houve agressões
físicas, estupros e depredações.
Sai lista de pessoas que estavam na região
A Embaixada do Brasil no Suriname divulgou em seu site
(www.brasil.org.sr) uma lista de pessoas que estavam na região do conflito em
Albina, na madrugada do dia 24 de dezembro, e que agora estão em Paramaribo. A
maioria delas está hospedada em hotéis, com os gastos cobertos pela e mbaixada. Outras estão hospedadas na casa de
amigos. A lista não incluiu oito pessoas que chegaram a Paramaribo de Albina
nos últimos dois dias e serão contatadas pela Embaixada assim que forem
localizados. Nenhuma delas corre risco de morte.
Cerca de 25 das pessoas listadas estão com ferimentos leves,
mas apenas duas (Raimundo Silva Pereira e Francimar Nascimento Pinheiro) ainda
estão no hospital. Nenhuma corre risco de morte. Outra pessoa está no hospital
na Guiana Francesa: Aldemir Moreira, também sem risco de morte. Outros dois
haviam sido encaminhados para o hospital no Suriname, mas já receberam alta:
Antonio Rodrigues da Silva e Valceni Silva Gomes. Confira abaixo a lista de atendidos pela embaixada do Brasil:
Alcilene da Silva Lima
Alda Pereira Alencar
Alefy Brian de Jesus Freitas
Almeida Domingos de Jesus
Ana Claudia Morena Miranda
Antonia da Costa Santos
Antonia Lima do Nascimento
Antoniel de Jesus Nunes
Antonio Alves Souza Silva
Antonio Carlos Borges Bandeira de Melo
Antonio da Costa Santos
Antonio José Pereira da Silva Barroso
Antonio Lira dos Santos
Antonio Luis da Silva
Antonio Rodrigues da Silva
Arlete Pereira Raimundo
Beatriz Freitas de Almeida
Benedita Neves Lima
Beneral Homem da Silva
Benjamin Teixeira Costa
Bernardo Alves da Silva
Bonifácio Guerreira Pinheiro
Camila de Oliveira Menezes
Carlos Alberto Brito Santos
Cicero Raimundo Marques do Carmo
Cleteilson Serqueira Gonçalves
Cleuso Benasully de Oliveira
Cleuso Barros dos Santos
Cristiane da Paixão Gomes Machado da Silva
Damoltide Oliveira da Silva
Danianne Marques da Costa
Deniclea Furtado Teixeira (veio ferida da Guiana, mas já teve
alta)
Deomino Suarez
Diones Matias da Silva
Domingos Barroso Brito
Eduardo Belo dos Santos
Edward Voogd
Ehilo de Jezus Silva
Eliany Soares da Silva
Eliene Góes de Oliveira Sampaio
Elisabeth Gomes de Oliveira
Eliz Angela Alves Cunha
Fernando Lima Silva
Francilene de Melo Ferreira
Fancimar Nascimento Pinheiro
Francisca Alva de Conceição
Francisco Alex Pereira da Silva
Francisco Assis Gomes de Souza
Francisco Barroso Mendes
Francisco Barroso Mendes
Francisco da Conceição
Francisco das Chagas Silva
Francisco Santos de Oliveira
Francisco Santos Oliveira
Francisnaldo Pereira Noleto
Franciso de Asis Pereira Souza
Gabriel Alves da Cunha
Gilvan Alves Cunha
Gilvan Gomes da Silva
Hélio Ribeiro
Ivaldo Nazare de Oliveira
Jamerson Muniz Trindade
Joahannes Batista Silva
Joana Tenório Coelho
Joane de Sá Andrade
João Andrade Mar
João Batista dos Santos
João Carlos Silva
João da Conceição
Joene Arruda dos Santos
Jose Augusto Soares
José Coelho da Silva
José Jardim Santiago
Jose Oliveira Silva
José Ribamar Alves
José Ribamar Tavares
José Ribamar Vasconcelos Machado
Josélio Lima de Oliveira
Josiel Marques da Silva
Josumar Oliveira da Silva
Juan Jose Basquez
Júlia Ribeiro dos Santos Silva
Kaline Graziele Ribeiro da Silva
Kaylor Elida Silva Costa
Lucelia Matos da Silva
Kaline Graziele Ribeiro da Silva
Kaylor Elida Silva Costa
Lucelia Matos da Silva
Lúcia Márcia Teixeira Barbosa
Luciman Barbosa dos Santos
Luis Carlos da Silva Gonçalves
Márcio de Sousa Silva
Marcos Suel Lopes dos Santos
Maria Alice France da Silva
Maria Selma Souza da Silva
Maria de Jesus Oliveira
Maria de Nazaré Gomes Conceição
Maria Eurnice Pereira Brito
Maria Raimundo Sousa Libero
Marina Alves dos Santos
Mastim de Carvalho Brito
Maurici Dias Alves
Nalzira de Borges Benassuly
Nelsa Vilela da Costa
Paulo César Moura Noleto
Paulo Ciraber da Silva
Raimundo Silva Pereira
Regiaise Carneiro de Oliveira
Reginal Rodrigues Biteencourt
Ricardo da Silva Reis
Rita de Cassia Credes da Silva
Rita de Cassia Pereira Nascimento
Rita Maria Pereira da Silva
Ronaldo Soares Ramalho
Ronny Pereira da Silva
Rubinei Peres
Silvana Pereira da Silva
Suzana de Andrade Marques Nascimento
Thoque Teixeira Costa
Valceni Silva Gomes
Valdecele Lima Sousa
Valdeci Santos de Souza
Vivaldo Pires Pimentel
Winston Alves da Rocha












Meu pai tá pra Suriname faz 8 mês como eu faço pra identifica ele
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